risco zero

hoje masturbei-me. unicamente para deixar de pensar em ti.
imaginei-te; e, no fim, livrei-me de ti.
enrolada num lenço de papel floralys-soft.

nada para lembrar

nunca soube foder pela última vez.
e mesmo a saber, acho que não seria nada de magnífico.
o tempo muda (ontem choveu, hoje faz calor) e os corpos crescem... as tuas virilhas roçam uma na outra (aposto que estão roxas), mas o teu pescoço continua a ser de veludo.
do meu cabelo escorre óleo, das minhas mãos gordura e a minha barriga veste um L.
nunca soube foder-te pela última vez.
e mesmo a saber, acho que não seria nada para lembrar.

coração a metade

se o nosso amor tiver algum problema de saúde, se o nosso amor for pequenino para sempre, foste tu que o roubaste antes dele crescer...